Quais eram os carros de família antes dos SUVs bombarem? Relembre…

Levante a mão quem tem ou quer ter um SUV. A chance de você ter erguido grande, pois essa é a categoria que mais cresce em todo mundo. Para quem não sabe, o nome vem do termo inglês para “Sport Utility Vehicle”, que traduzido significa ‘Veiculo Utilitário Esportivo”.
Entusiastas torcem o nariz para esses jipões de cidade, mas não podemos deixar de reconhecer que alguns são realmente refinados e bem construídos, com dinâmica digna dos melhores carros esportivos. E mais: eles assumiram a função de “carros de família” para muita gente.
Em um passado não muito distante, porém SUVs eram exceções em nossas ruas. Vamos, portanto, revisitar esse passado para lembrar de alguns dos melhores carros que nossos pais e avós compravam quando a necessidade era ter bastante espaço interno para a família e bagagens.

 

1. Renault Scènic
Há quase 20 anos a Renault passou a fabricar no Brasil o monovolume Scénic. Visual externo e a disposição interna dos bancos deixavam claro que era um carro familiar, com foco no espaço interno privilegiado para passageiros. Na traseira, três bancos individuais substituíam o tradicional assento inteiriço.
Na prática, cinco pessoas viajavam com conforto, pois ainda que os bancos traseiros fossem mais estreitos que o normal, a boa largura e altura do carro davam ótima sensação de amplitude.
Fez muito sucesso no inicio e abriu as portas para outros carros com a mesma proposta. como Citroên Xsara Picasso e o atual C4 Picasso. Infelizmente hoje em dia é tarefa árdua encontrar um em bom estado, mesmo não tendo saído de linha há tanto tempo — o fim da produção foi em 2010. Para quem quiser se aventurar a comprar uma, recomendo as que tenham câmbio manual.

scenic

2. Nissan Grand Livina
Esse é daqueles carros que duraram pouco em nosso mercado, mas que ainda teriam espaço caso fossem atualizados. Acredito tanto nisso que a Grand Livina é um dos modelos que recomendo para muitos dos clientes que precisam de um bom e barato carro familiar com câmbio AT
A vantagem da perua da Nissan é a capacidade de levar sete ocupantes. Ainda que não seja muito confortável viajar na última fileira, isso e algo que poucos carros do nosso mercado conseguem.
Ainda é possível garimpar uma Grand Livina em bom estado, mas fuja das que não têm histórico de manutenção, pois as peças não são das mais baratas.

GRANLIVINA

3. Chevrolet Zafira
O “Astra de sete lugares” fez muito sucesso no Brasil. Ainda é lamentado por muitos o fato de ter dado lugar para a Chevrolet Spin. Quem compara as duas, nota que houve grande retrocesso, já que a Zafira nasceu como um  inteligente carro familiar — a terceira fileira de bancos ficavam embutidas no assoalho quando não eram utilizadas, liberando mais espaço para bagagens e para a segunda fileira, que tinha regulagem de distância.
Nada disso acontece com a Spin, que ainda por cima tem menos equipamentos e motor mais fraco. De positivo, apenas o câmbio automático e mais moderno, mas isso era fácil de arrumar. Recomendo a compra da Zafira, mas não é fácil encontrar com baixa quilometragem, pois são carros geralmente bem usados. A boa notícia é que a manutençãoo é tão simples como da maioria dos Chevrolet.

ZAFIRA

 

4. Chevrolet Suprema
Nos anos 1990, a perua do Omega não tinha concorrentes: era a única station grande nacional, tanto que teve o status de ser o carro mais caro fabricado no Brasil na época. As peruas Quantum, Tempra e Royale não se equiparam ao refinamento e ao espaço interne da Suprema.
Opção de motor seis-cilindros, tração traseira, suspensão independente nas quatro rodas, posição de dirigir digna de carros estradeiros fazem dela um carro único, mas que infelizmente teve vida curta. Não tenho dúvidas de que ela terá espaço nas melhores coleções de carros, tanto que as raras em bom estado estão cada vez mais caras.

SUPREMA.png

 

5. Chevrolet Veraneio
A evolução da Amazona chegou cinco anos depois, do lançamento em 1959, ainda com nome de C-1416, mas, em pouco tempo, seria rebatizada de Veraneio, nome que atravessou três décadas com duas gerações.
Mais adequada ao uso familiar, ela passou a ter suspensão independente na dianteira e sincronização nas marchas do câmbio. Por ironia do destino, esse carrão, que até no nome lembra os bons momentos das férias com a familia, era temido por alguns por ter sido usado como camburão de polícia.
A segunda geração deixava de lado as linhas clássicas para ficar mais quadradona, em um visual que considero de pouca inspiração. Junto com ela veio a Chevrolet Bonanza, uma Veraneio sem as portas traseiras e entre-eixos menor. Mais charmosa que sua irmã maior, a Bonanza jamais teve concorrentes com proposta parecida. Qualquer modelo de Veraneio ou Bonanza é altamente colecionável.

VERANEIO

6. Chevrolet Blazer
A Veraneio era grandalhona demais e perdeu espaço na invasão dos importados dos anos 1990. O público passou a valorizar os SUVs japoneses e norte-americanos, mais compactos e modernos. Para atender essa demanda, a Chevrolet apresentou a Blazer, em 1995, com visual esportivo e encantador, mas errou na escolha do motor o mesmo 2.2 do Omega era inadequado para a pesada Blazer, mas não levou mais do que cinco meses para a marca consertasse o erro e passasse a importar o grande V6 4.3 de 180 cv
Esse motor, admirado pelo seu ronco encorpado e casou perfeitamente com a proposta de utilitário esportivo da Blazer. Durante duas décadas, passou por poucas mudanças e também fez fama na polícia. Para os interessados, não faltam opções no mercado de usados.

BLAZER

E você tem algum desses ou teve na sua garagem?

Texto de * Felipe Carvalho é administrador de empresas, consultor e primeiro “caçador de carros” profissional do país. Seu canal no YouTube dedicado a avaliações de achados automotivos tem mais de 100 mil inscritos.. – Veja mais em https://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2018/08/04/quais-eram-os-carros-de-familia-antes-dos-suvs-bombarem-relembre-10-deles.htm?cmpid=copiaecola

 

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